MINHA OPINIÃO SOBRE O TEÍSMO ABERTO

Quando dou aulas ou palestras de teologia sistemática ou contemporânea, quase sempre alguém me pergunta sobre minha opinião a respeito de alguns pastores brasileiros que têm aderido ao discurso “aberto” sobre Deus. Enfim, para não ter mais que interromper minhas aulas e palestras para discutir dilemas deístas do século XVIII, resolvi, então, postar em meu blog algumas ponderações sobre o que penso acerca do “teísmo aberto”. Por isso, quando alguém me perguntar sobre minha opinião acerca do assunto, indicarei imediatamente este post. De antemão, aviso que não pretendo apresentar um artigo acadêmico sobre o assunto, mas apenas minha opinião pessoal sobre a adesão de certos pastores brasileiros ao discurso aberto sobre Deus — afinal, já aprendi com meu amigo Daniel Grubba que a blogosfera não é um lugar apropriado para apresentar textos acadêmicos.

Sinceramente, acho que esses pastores ou têm dado tiro nos próprios pés ou têm cerrado o próprio galho em que estão pendurados. Confesso que não consigo entender como eles conseguem passar 50 minutos pregando que não adianta orar (porque Deus não intervém em nossa vida e agruras) e depois terminar a pregação com uma oração simplista, pedindo que Deus nos ajude a viver o desafio de caminhar a vida cristã como se ele não existisse. Você já pensou na situação em que o Todo-Poderoso se encontra depois dessa? Se Deus pensasse como a gente, acho que depois dessa oração, ele pensaria: “Ué, se eu intervier e ajudar esses homens a viverem como se eu não existisse, ao ajudá-los, estarei contrariando a mim mesmo e, concomitantemente, contradizendo a própria pregação deles”. Com o perdão da ironia, é melhor que Deus não responda essa oração.

Posso estar completamente equivocado, mas, às vezes, tenho a impressão de que o que está em jogo, para esses pastores, não é a discussão teológica em si e suas implicações na vida da igreja. Acredito que o que está nas entrelinhas do discurso é a mera polêmica, que traz consigo o glamour, os holofotes, as tietagens e tudo o mais. E a indústria evangélica brasileira parece ser expert nisso. Por que penso assim? Pare para analisar como é a vida desses irmãos. Suas igrejas são grandes, eles têm dinheiro, têm carro do ano, são midiáticos e etc. É fácil viver como se Deus não existisse, quando se tem tudo o que quer. Tente entrar com esse discursinho na favela do Espírito Santo, na divisa entre Mauá e Santo André, para fundar uma congregação. Tente falar a um engenheiro rico e bem-sucedido, e que tem uma esposa maravilhosa e uma família linda, que não adianta mais ele pedir para que Deus o cure do câncer, porque o Todo-Poderoso não intervém neste mundo. Tente dizer para um viciado em cocaína, e que busca desesperadamente ajuda dos céus, que não adianta mais ele buscar a Deus porque Deus não agirá em sua vida, ou seja, que ele não poderá transformar sua mente e libertá-lo do vício de uma vez por todas. A lista é longa e paro por aqui.

Pensemos na tragédia de Jó. Imagine se um dos amigos de Jó, logo após a tragédia, viesse com a ladainha do teísmo aberto. Acredito que a resposta de Jó seria esta: “Estás louco! Nu saí do ventre de minha mãe, nu para lá hei de voltar. O Senhor deu, o Senhor tirou. Bendito seja o nome do Senhor!”. Por outro lado, acredito também que Jó condenaria veementemente o discurso da prosperidade e da cura divina das igrejas planetárias (Universal, Internacional, Mundial…). Enfim, acho que estamos diante de dois polos: o polo do discurso aberto dos pastores polêmicos e o polo do discurso ultramercadológico e motivacional dos pastores planetários. Os dois são práticas que agridem a Deus e a nós mesmos. Por isso, minha opinião é contrária tanto à teologia dos pastores abertos, quanto à dos pastores planetários.

Veja, não posso aderir ao discurso da teologia da prosperidade, porque não tenho vocação para ganhar dinheiro à custa do sofrimento alheio. Em contrapartida, não posso aderir ao teísmo aberto, não porque minha teologia seja monergista (o que não seria falso!), mas sim porque creio e sei que Deus intervém. Agora, como sei que Deus intervém? Porque creio que Jesus Cristo é Deus encarnado. Essa é a maior e mais importante de todas as intervenções divinas no mundo em que vivemos. É olhando para Jesus, na “tragédia” da cruz, que vejo como Deus é amoroso (e que pecador arrependido não seria capaz de ver o amor de Deus na cruz de Jesus?). É olhando para o Cristo ressurreto, subindo aos céus e dizendo “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”, que vejo o quanto Deus é soberano sobre todas as coisas. São nos momentos em que vejo meus irmãos vivendo uma vida dura, sofrida, mas em santidade e amor, que vejo a intervenção do Espírito Santo que os capacita a suportar as dificuldades da vida e a amar a Deus e ao próximo.

Todas as vezes que alguém me pergunta sobre o teísmo aberto sempre digo que se trata de uma discussão deísta do século XVIII, portanto, uma discussão infrutífera e ultrapassada. E parece que não estou sozinho nessa parada. Em Reasonable Faith, W. L. Craig diz que essa predisposição que hoje em dia alguns têm contra os milagres não passa de uma “ressaca de uma era deísta antiga e que, a essa altura do campeonato, já deveria ter sido abandonada de uma vez por todas”.

29 comentários sobre “MINHA OPINIÃO SOBRE O TEÍSMO ABERTO

  1. Quero apenas dizer que é oportuno e de grande valia esse texto sobre o teísmo aberto. Vamos esperar os comentários para começar uma discussão que pode ser proveitosa para todos. Acredito que é um tema que trará muitos questionamentos e espero que o texto alcance todos, até os liberais…

  2. Oi JonasGostei muito de suas respostas neste texto a questões que fazemos a você e em nome da ética rsrs muitas vezes você procura não opinar.Concordo muito com as ideias propostas por você nessa reflexão e pelo que vejo, o caminho que a igreja percorre é perigoso e isso acontece por causa de vi~sões de líderes da Igreja, tais como as citadas: Teísmo Aberto e Teologia da prosperidade e curas Grande abraço meu irmão

  3. Olá Jonas, Conheci seu blog, passeando por ai… e gostei muito do tema. Entendo também que o Teísmo aberto possui algumas incongruências e até algumas dificuldades ao ponto de levar à um distânciamento de Deus, se levado ao extremo. Porém também entendo que nossas teologias não satisfazem à todas as questões que levantamos com relação à ação de Deus. Não me iludo de forma alguma que teremos uma resposta completa sobre o Ser de Deus ou de sua ação, mas enquanto seres inquietos cabe-nos perguntar mesmo que as respostas não nos sejam completamente satisfatórias. Penso que hoje temos em grande parte das correntes evangélicas uma teologia que isenta completamente a ação do ser humamo como responsável pela construção ou destruição da vida, e do futuro ficamos a disposição da ação de Deus e daquilo que já está determinado. Prefiro pensar que nossa relação com Deus passa pela responsabilidade da nossa liberdade que implica em aceitar ou não aquilo que Deus “sugere”, como costumo dizer : “A medida que construimos o futuro, o desconstruimos.”.

  4. Gostei do texto pela simplicidade com que você expõe as incoerências internas do teísmo aberto.De fato, esta teologia funciona bem na torre de marfim da acadêmia filosófica, teológica, enfim…mas na vida real, são poucos os que conseguem viver sem ajoelhar e orar dizendo “Senhor, venha a nós teu reino”, ou reformulando: Senhor, venha interferir radicalmente neste nosso mundo.Parabéns pela reflexão tão oportuna.Abraços,Daniel

  5. Olá, Roberto! Conheci seu blog THEOLOGOS. Curti demais. Fiquei escandalizado com o que o Boris falou, não tinha visto ainda o tal vídeo.Gostei tb das suas ponderações sobre meu post. E concordo com vc, nossas teologias não dão conta do ser de Deus e nem de longe resolvem antinomias como, por exemplo, “Deus é soberano e o homem é responsável”. Penso que a isenção de responsabilidade do homem decorre de uma distorção ou equivocada compreensão da doutrina da graça. Concordo que existe muita gente que isenta o homem de sua responsabilidade, usando como base a doutrina da providência divina. O que, ao meu ver, é um erro. O fato de Deus ser o limite de determinação do futuro não isenta o homem de ser responsável pelas mudanças ou eventos históricos. Acredito que, se partirmos de uma perspectiva de afirmação do texto bíblico, dificilmente poderemos negar a soberania divina e a responsabilidade humana no desenvolvimento da história. Sou favorável à ideia do J. I. Packer de que, porque partimos da Bíblia, temos que admitir que a soberania de Deus e a responsabilidade humana são duas evidências relacionadas, das quais não conseguimos resolver a aparente contradição. Pelo menos, segundo os padrões da lógica formal. Simplesmente temos que aprender a conviver com elas. Como vc sabe, Sócrates era expert em mostrar, nos diálogos aporéticos de Platão, que convivemos com inúmeras antinomias. Elas não se resolvem e, além disso, o filósofo mostra que toda tentativa de se resolver uma antinomia incorre, quase sempre, em teses insustentáveis. Se me permite, discordo de vc num pontinho: não acredito que Deus sugere ao homem x, y ou z. Deus comunica a sua vontade, cabendo ao homem obedecê-la ou não.Um forte abraço,Jonas

  6. Hello, Great Fellow Jonas !!!O Cavaleiro da Subjetividade II está aqui com o intuito de parabenizá-lo por ter escrito um Texto descomprometido com aquelas velhas Cartas Marcadas de um Debate que já deveria ter sido sepultado há muito tempo, de fato e de direito… [Eta Mundinho que gosta de ressuscitar “somente” as Múmias do Medievo, Aufklärung e seus Associados, heim… My Mind…]Sem aquela Média Básica dos mais “diversos partidos” que se encontram infiltrados em nosso Conturbado Meio Evangélico, aprecio sua Busca por uma Weltanschauung que seja condizente com os Corpora do TaNaKh em conexão com a Hè Kainè Diatthéke, sem perder o seu precioso tempo com Tergiversações que se alimentam de Delírios provenientes de Unilateralidades no Plano Ideo-Teo-Lógico e seus derivados… Uma só pitada de Sal de Calvino não pode causar Hipertensão em ninguém… E nem um só gole do Suco de Uva (ou de Vinho?, vai saber,né) de Armínio não pode causar embriaguêz em nínguém [também]… {Hungarian Smiles…]Achei sensacional a associação “pastores abertos” / “pastores planetários” em seu Texto… He he he he he… [O nosso Verdão estabiliza sempre aquela controvésia: QUEM TEM MAIS RAZÃO: O FRANCÊS,O GREGO, O JUDEU OU O ALEMÃO ??? Assim sendo, faço questão de externar minha mais sincera apreciação por sua Abordagem “germanicamente condizente com um não-sei-quê de 'tem tanta coisa muito mais interessante para se estudar ou saber do que isso… 'Teologia Aberta'? Was ist das? É sobre isso mesmo que eu tive que escrever'?” (Völlig Heimlich…)] O Nobre Cavaleiro da Subjetividade II, se despede — e muito feliz e empolgado, diga-se de passagem –, desejando a vc, meu co[m]-combatente de Batalhas, muita Paz e Harmonia, pois é tão bom saber que eu não estou sozinho para dar as algumas Traulitadas nesses Crocodilos Descarados que se aproveitam do Obscurantismo dos “fiéis protestantes” para disseminarem as suas Papagaices com ares Profundidades ao alcance de todos…Auf Wiedersehen, my Great Fellow Jonas.Ze´ev Hashalom, o Cavaleiro da Subjetividade II.A Serviço das Manifestações Anti-Estéticas

  7. Shalom!!! Olá querido Professor,Minha preocupação é que cada vez mais tenho ouvido Pastores na televisão, rádio e lido em revistas defendendo essa heresia. Com isso me preocupo, pois os pastores brasileiros tem sido muito influenciáveis devido a uma teologia superficial e voltada para o pragmatismo e “humanismo”, também vejo uma grande deficiência em nossos Pastores em relação a Teologia Cristã.Quantos não entendem muito bem a Inspiração das Escrituras, O Ser de Deus, Soberania, Liberdade Humana, Etc. E ainda aqueles que defendem o ensino bíblico, conforme o cristianismo histórico, tem sido chamados de “fundamentalistas” e ignorantes.Preocupante e sério, pois esses movimentos modernos (com suas heresias antigas) que tem lutado para desconstruir a Teologia Cristã Tradicional estão abrindo mão de doutrinas bíblicas essenciais e como tenho ouvido, alguns já dialogam com seitas e até consideram algumas como parte da Igreja de Cristo, como: O romanismo, adventismo, tjs, etc.Na minha simples opinião é importante que os mestres da Igreja possam se manifestar, assim como tem acontecido em seu blog.AbsGlauco

  8. Opa! Eis um blog excelente sobre cosmovisão cristã. Veio em tempo certo para minar as estruturas da modernidade e suas absolutizações idólatras e por outro lado quebrar as pernas de “cristãos” pós-modernos relativistas. Somente uma percepção judaico-cristã da realidade pode trazer o sentido de uma existência que glorifique a Deus absolutamente. Monoteísmo no sentido mais profundo do termo é admitir o absoluto senhorio de Cristo.

  9. Caro Ze´ev Hashalom,já estava com saudades de ler suas irreverentes trauletadas. Somente aqueles que, como eu, leram o Imaginário Evangélico podem sentir na pele a lança do Cavaleiro da Subjetividade II. Foi muito bom vê-lo por aqui! Sempre que der, venha, dê também suas trauletadas por aqui. Neste blog, para o desprazer dos tubarões e crocodilos, vc sempre terá a palavra, ainda que seja para trauletar tb este que vos fala, rs.Um forte abraço, meu amigo.Jonas

  10. Jonas, muito boa reflexão.Interessante que os relacionais estão sempre dispostos a desconsiderar o A.T., e consequentemente o Deus do A.T, como se fosse um outro deus. Mas o que dizer da oração de Cristo no Getsêmani: “Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade” (Mt 26.42)? E outras inúmeras passagens que evocam a soberania total de Deus no universo e sobre suas criaturas?… Fico a cogitar o que pensam quando leem trechos como esse… mas é melhor nem pensar.Abraços.Cristo o abençoe!

  11. Hello, Great Fellow Jonas Madureira!!!Minha Lança está sempre Pronta e Afiada… He he he he… Não apenas para [en]fincá-la inescrupulosamente nas costas desses “pastores-tubarões” que se vendem para a Pragmática Impiedosa Místico-Religiosa proveniente [inclusive] do Olimpo Protestante, mas também para insultar essas Tendências Editoriais “evangélicais” encarregadas de transformar a Bendita Palavra de HaShem em Receituários de Sucesso e de Vitória… [Procuro ser Imparcial até onde posso… Nem Armínio até o Cume do Everest, nem Calvino até os 100 graus centígrados e nem a Possibilidade de uma Realidade que esteja alicerçada na Ilusão de Mediatriz entre esses dois Polos… Gosto de apreciar outra Realidade [Invísível] que seja Indiferente a essas duas Idio-Scopias para me certificar de que não estou ficando caolho… [Hungarian Smiles…] Mas que so Wonderful é a Epoché bem aplicada [também] a muitos Objetos Ideo-Teo-Lógicos… E o meu Great Fellow Jonas sabe muito bem ao que está a se referir o tão Nobre Cavaleiro da Subjetividade II, pois ele já tem sentido também em sua pele a Limitação das Weltanschauungen que predominam em nosso Fragilizado Meio Evangélico… Não é verdade, meu Nobre Amigo e também Palestra[nte]-Itália, Jonas Madureira?Que a Lança Afiada de Jonas Madureira também realize muitos Prodígios, sendo [en]fincada com muita precisão nas vísceras dos “pastores-tubarões”, dos apologistas do “pastoreado-bico” e suas “rêmoras-serviçais”, que se encarregam de lhes assegurar um Excelente Way of Life devido ao Obscurantismo que eles disseminam no Evangelicvm Medivm. [ Sub-repticiamente ou não…]Um forte abraço, Great Fellow Jonas.S U L .Z H P L K S II .

  12. Olá, Jorge!Que bom saber que vc entendeu e gostou da reflexão. Algumas pessoas me criticaram por apresentar uma opinião muito superficial do “teísmo aberto”. Mas não era minha intenção considerar o teísmo aberto propriamente dito, e sim a adesão de certos pastores ao discurso aberto sobre Deus. O texto é apenas uma opinião sobre a pragmática de certos pastores que aderiram algumas teses centrais da teologia relacional. Lamentavelmente, os adeptos passionais do God's openness não sacaram isso…Meu caro, é muito bom tê-lo por aqui. A propósito, o seu texto “Autofilia” está muito bom! Essa pseudo ética cristã do “olhe para Jesus não olhe para mim” é nociva, abusiva e infelizmente está na moda “evangélica”. Parabéns pelo texto!Um abração!Jonas

  13. Jonas, obrigado pela visita ao meu blog e pelo comentário. Alegrou-me muito saber que você gostou do texto, especialmente, porque você é defensor do Cristianismo bíblico, e, por isso, merece todo o meu respeito e admiração, como dispensário da obra do Senhor.Grande abraço!Cristo o abençoe!

  14. Jonas,Concordo com o seu artigo, o teísmo aberto rejeita o Deus das Escrituras (único), porque Ele não é apenas amor. Eles querem um Deus que não intervém.Observe que eu coloquei o verbo “intervir” no presente do indicativo. Então responda-me algo, feche essa equação para que eu entenda e cesse uma dúvida: pensando em Deus na eternidade, considerando os seus decretos eternos, todo o determinismo; após ter decretado tudo, ações e pensamentos humanos e garantido o fim (eleitos/salvos e perdidos/réprobos), Deus está inerte? Ou você entende o conceito de eternidade e intervenção divina como hoje, ontem e amanhã?Porque se considerarmos um Deus intervindo sempre na história do homem (criação), de alguma forma não pode haver uma comparação com o teísmo aberto no sentido de que a “nossa história não está pronta, terminada? Ao mesmo tempo, se Deus já fez tudo na eternidade e “antes da fundação do mundo” (Ef 2:4-6), considerando que a Sua Palavra (logos) faz acontecer (faça-se o homem…), não foi tudo terminado no alvorecer do universo? Sendo assim, o que Ele faz nesse momento, supondo que todas as coisas fatalmente irão acontecer como decretado nos “tempos eternos”?É isso aí amigo, se puder, responda e ficarei muito grato.Aproveito para convidá-lo a uma visita no meu humilde blog.Grande abraço,RicardoO que você me diz?

  15. Olá, Jonas!De vez em quando eu venho aqui.Em relação ao seu texto, eu gosto da simplicidade e da reverência que você tem diante de um assunto que acho difícil e que, em alguma medida, propõe e impõe posicionamento. Eu não sou calvinista e não sei se isso é pressuposto básico necessário para ser arminiano, ou, indo além, defensor dessa invenção que é o teísmo aberto. Na verdade, o grau de liberdade exagerado e mesmo a pretensão de que Deus não esteja nem aí para nossas orações são para mim loucura. Na verdade, eu creio que Deus interfere sim no mundo, mas de forma, muitas vezes, senão quase todas, dialogal, em eventos em que isso seja possível. Cabe ao homem obedecer ou não, como você mesmo aponta, mas o que é, sempre, escolha humana. A propósito do final do texto, você bem cita o W. L. Graig, que é formidável em apontar para Luis Molina, como possível resposta ao empecilho dicotômico 'liberdade humana-soberania divina'. Acho essa a postura mais equilibrada mesmo. Enfim, parabéns pela lucidez.Um abraço.

  16. Oi Jonas, como lhe vi pregando em Igreja Batista, não sabia que era calvinista. Para mim também ficou estranho o Deus que decretou tudo, com o Deus que intervem não me parecem compatíveis. Seria uma falsa intervenção já que foi algo decretado desde antes da fundação do mundo. Estranho!

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